A PALESTINA - DE QUEM É ESTA TERRA?





"Uma das grandes dúvidas que temos quanto a questão Oriente Médio é: palestina. 
Qual seu verdadeiro significado e quem tem razão nessa história permeada de tragédias e aflições?
Espero responder essas e outras perguntas nessa postagem, A Palestina  - De quem é esta terra?" Randerson Figueiredo.


Quando os portugueses e espanhóis invadiram as terras dos índios na América do Sul e Central, e do mesmo modo quando os ingleses invadiram a América do Norte, eles acreditaram que essas terras não tinham dono porque dono é aquele que sabe defender suas propriedades com armas mais fortes do que aquele que ataca.

Assim eles entraram e destruíram as populações existentes e se colocaram como donos. Na região das Missões, que abrange parte do Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai, o líder indígena que comandou a resistência, Sepé Tiaraju, exclamava: "Esta terra tem dono! Esta terra é nossa!"

Estudando os territórios bíblicos, percebe-se uma sucessão de domínios e uma constante em todas as épocas: quem tem armas e força usa da imbecilidade e da prepotência para dominar, matar e subverter a ordem e o direito. Diante de tantos donos, pode-se perguntar: Quem é mesmo o dono das terras do mundo bíblico?

Segundo as tradições judaicas Taré, pai de Abraão, partiu de Ur, na Caldéia, para Harã (Assíria). 
Ele era estrangeiro e essa região tinha habitantes e donos. Mais tarde, Abraão deixou seu pai em Harã e dirigiu-se para Canaã, foi até o Egito e de lá decidiu retornar para Canaã, onde se estabeleceu em Hebron. A descendência de Abraão se estabeleceu ao redor de Hebron e, mais tarde, em virtude da seca naquelas terras, teve que migrar para o Egito, onde acabaram tornando-se reféns e escravos.

A tradição judaica argumenta que Deus lhe deu esta terra, mas quando Abraão passou por lá, vindo de Harã, estas terras já tinham dono.

A proposta de buscar uma terra onde corre leite e mel (liberdade e conforto) é muito conflitiva, vou fazer de tudo nesta postagem para esclarecer:

Javé disse: "Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra para uma terra vasta e boa, na qual mana leite e mel, o lugar dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus" (Ex 3,7-8).

O que quero dizer é que nesta hora, os habitantes de Canaã devem ter exclamado: "Esta terra tem dono!"

As perguntas que faço são: como justificar que um Deus possa ser bom tirando a terra de alguém para dá-la a outros, sem o consentimento dos primeiros? Como se pode inserir princípios políticos unilaterais e fazer deles vontade de Deus? A questão começa a complicar-se quando se olha o texto de Josué (2,1ss) e encontra-se todo o aparato militar, político, corruptor e de espionagem para entrar e tomar de assalto a cidade de Jericó. De modo análogo vai surgindo toda uma autoconceituação de eleição para justificar todas as investidas políticas dos invasores contra os cananeus, donos legítimos das suas terras.

Se a libertação é uma forma de mostrar que Deus não aceita a escravidão, a morte dos cananeus não pode ser justificada pela ação do mesmo Deus.

É aí que eu entro com a explicação histórica do que aconteceu na África do Sul com o apartheid. Os negros tomaram consciência da escravidão imposta pelos brancos (invasores). Sua luta foi legítima e justa para ter em suas mãos a terra e o poder de governo, mas eles não mataram, nem foram aos países de origem tomar de volta o que havia sido roubado. De modo semelhante, temos o exemplo da Índia com o movimento de conscientização da libertação dos ingleses (invasores).

Gandhi conseguiu inculcar nos seus compatriotas que dependência dos invasores era prejudicial ao povo e, com isto, fez um movimento de rejeição aos opressores e libertação do próprio povo.

A terra, como dom divino, é um bem inalienável de todo ser humano (Adão, adamah = terra avermelhada) e não pode ser tirada do seu legítimo dono. Portanto a terra é o próprio ser humano. Na história do êxodo, portanto, encontramos o movimento de libertação, conscientização da própria dignidade e direito à vida em liberdade, de um lado. Do outro, encontramos a forma como se dá a conquista da terra, que já estava nas mãos dos cananeus, como um ponto crítico de reflexão e questionamento sobre os perigos da manipulação de Deus e sua vontade.

PALESTINA: O nome atual é um dos tantos nomes que esta terra recebeu ao longo da história. Em documentos diversos, ela recebeu o nome de "Kinahhi", "Khuru", "Amurru", "Harrus", "Retenu" e "Palashtu" (no plural "Palashtim") donde provém o nome Filisteus, povo que sempre controlou o caminha do mar e desempenhou um papel importante na mineração e na manufatura do ferro. Os filisteus manuseavam bem a arte da guerra e da produção de armas.

A TERRA DE CANAÃ


"Canaã" significa, etimologicamente, "pai da púrpura". o texto de Gn 9,22-27 liga Canaã a Cam, pai de toda a descendência do Egito. O território de Canaã abrangia os seguintes limites: ao Sul com o Egito; ao Leste com o rio Jordão, compreendendo as duas margens; a Oeste com o mar Mediterrâneo; e ao Norte com a Fenícia e a Síria. Os cananeus são os primeiros habitantes da Palestina (Sb 12,3) e formam um conjunto de povos descendentes do mesmo ramo genético Cam.

Em Gn 10,15-18 são mencionados todos os filhos de Canaã (filho de Cam): "Canaã gerou Sídon, seu primogênito, depois Het, e o jebuseu, o amorreu, o gergeseu, o heveu, o araceu, o sineu, o arádio, o samareu, o emateu; em seguida, dispersaram-se os clãs cananeus. A fronteira dos cananeus ia de Sidõnia em direção de Gera, até Gaza, depois em direção a Sodoma, Gomorra, adama e Seboim, até Lesa".


Esta lista de povos aparece diversas vezes, com os nomes alterados

Doze listas com seis nomes, omitindo os heveus: Ex 3,8.17; 23,23; 33,2; 34,11; Dt 20,17; Js 9,1; 11,3; 12,8; Jz 3,5.
aparecem outras listas com cinco nomes (Ex 13,5), com quatro (Nm 23,29), com três (Ex 23,28) e com dois (Dt 1,7)

Um aspecto é digno de nota: os invasores, neste caso os hebreus vindo do Egito, deveriam tratar as populações locais sem piedade e esmagá-las com toda a força (Dt 7,2-6).

População em 2002: Aproximadamente 10 milhões de habitantes; sendo seis milhões de judeus e quatro milhões de palestinos. Os cristãos e estrangeiros que vivem na Palestina somam um contingente de 5% do total, mas diminui a cada ano em virtude da violência e insegurança.

Os rios: Há um único rio, o Jordão, que se origina da vazão do lago de Genesaré (ou Tiberíades). O comprimento linear do rio Jordão é de 104 Km, mas seu percurso total é de 170 Km. O rio Jordão assim como o lago de Genesaré dependem das neves e das chuvas no Líbano. Quando chove pouco no inverno e a formação de neves é menor, o nível das águas do lago de Tiberíades e do rio Jordão fica comprometido. O rio Jordão recebe pequena contribuição de outros rios do lado Oriental, o Jarmuc e o Jaboc. As outras correntes hídricas são intermitentes e se limitam aos períodos das chuvas.

Solo: Dois terços do solo é ambiente desértico, abrangendo toda a área do sul (o Neguev e a Arabá). É mais pedregoso nas regiões da Samaria e Galiléia, com níveis de umidade maiores devido à proximidade com o Líbano. Na região Sul é seco e também pedregoso. Nos períodos de chuvas, as águas são represadas em pequenos canteiros e neles é feita a semeadura. O solo é fértil, mas não produz por falta de água.

Os montes da Palestina: Os montes eram também conhecidos como lugares de culto. Nas culturas antigas, os lugares altos eram muito utilizados como espaços sagrados em virtude da concepção de que estavam mais próximos das divindades. Os deuses moravam nos céus, na abóbada celeste, e os lugares altos eram mais adequados para fazer orações ou oferecer sacrifícios. Fora da Palestina, podem ser apontados diversos montes ou lugares altos com esta importância religiosa e social. Entre eles estão o Horeb (Sinai), com 2.100 metros (Ex 3,1); o Hermon (Líbano), com 2.800 metros (Dt 3,8-9); e o Ararat (Armênia), com 5.100 metros (Gn 8,4; 2Rs 19,37).


Os montes importantes

A LINHA DO TEMPO

É muito importante se ater um pouco sobre esta linha do tempo. Veja como se situam os profeta, os reis, os personagens. Algumas vezes entre o personagem e o livro bíblico pode haver alguma distância, mas é sempre conveniente saber onde está o tema do livro, independente de sua forma de elaboração, dos esquemas de cópias e conservação do texto usado na transmissão do livro de geração em geração. 
A compreensão desta linha do tempo ajuda a entender a mensagem de muitos livros, de modo particular os proféticos e as grandes linhas de reflexão teológica e social dos sapienciais.

 




AS DOZE TRIBOS - UMA RAMIFICAÇÃO CURIOSA


Árabes X Israelenses: sangue do mesmo sangue

Os povos engalfinham-se no conflito mais feroz de nosso tempo. A ironia é que os dois povos têm origem em comum e conviveram em paz durante milhares de anos

por José Francisco Botelho
Por volta de 1850 a.C., um velho mercador da cidade de Ur, na Mesopotâmia (atual Iraque), recebeu um chamado de Deus. O Senhor ordenou-lhe que juntasse todos os seus pertences, abandonasse seu país natal e partisse em busca de um novo lar, rumo ao oeste: a terra de Canaã. Lá o mercador devia estabelecer sua descendência e dedicar-se ao culto de seu benfeitor, Jeová, o Deus único – uma novidade naqueles tempos politeístas. E lá se foi Abraão, com seu séqüito de parentes, escravos e concubinas.
Ao longo da jornada, o favorito divino teve dois filhos. O mais velho, nascido de sua serva Agar, foi batizado de Ismael. O segundo, filho de Sara, esposa legítima do patriarca, recebeu o nome de Isaac. O país prometido aos descendentes de Abraão era uma terra de desertos e oliveiras, banhada pelas águas do rio Jordão. Ficou conhecida ao longo dos séculos como a Terra Santa – paisagem dos grandes dramas da Bíblia, adorada pelas três maiores religiões do planeta e, hoje, palco do conflito mais importante de nosso tempo. Segundo a lenda, os tataranetos de Abraão deram origem a dois povos de aparência, língua e cultura muito parecidas, mas que agora se entrincheiram em lados opostos no front da política internacional: árabes e judeus.
Quatro mil anos após a época do mais famoso profeta da Bíblia, os historiadores ainda não sabem se ele realmente existiu. Essa história vem inteiramente de relatos religiosos. A Torá, livro sagrado judaico que corresponde ao Velho Testamento cristão, aponta Isaac como o antepassado dos judeus. O Alcorão, por sua vez, remonta a genealogia dos árabes até Ismael, o primogênito de Abraão. Todos esses personagens talvez não passem de mitos. Mas o estreito parentesco entre árabes e judeus é consenso científico. Em 2000, cientistas europeus, israelenses e africanos coletaram os cromossomos de 1,3 mil homens de ambas as etnias, em mais de 30 países ao redor do mundo. A conclusão dos estudos é que os DNAs árabe e judeu são idênticos. As duas nações descendem de uma mesma tribo, que viveu em algum lugar do Oriente Médio por volta de 4000 a.C. – muito antes de Abraão. Israelenses, palestinos, sírios, egípcios e libaneses não são apenas primos. São irmãos genéticos.
Explosões de ódio e violência entre povos irmãos não é novidade alguma na história. Pelo contrário – é quase um padrão. Ingleses, franceses, alemães e italianos, todos descendentes dos antigos germânicos, passaram séculos massacrando uns aos outros e atravessaram duas guerras homéricas antes de alcançarem uma paz duradoura. Durante muito tempo, árabes e judeus desfrutaram de uma convivência criativa, que deu origem a pérolas de arte, tolerância e filosofia.
A briga começou para valer no início do século 20, tendo como pomo da discórdia a mesma terra celebrada nos tomos da Bíblia e nos versos do Alcorão – a antiga Canaã, que hoje corresponde a Israel, os territórios palestinos e partes do Líbano. A luta pela supremacia na Terra Santa estourou com a criação do Estado de Israel, em 1948, e foi uma das peças mais importantes nas disputas estratégicas entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria. Hoje, mais de dez anos após a queda do Muro de Berlim, a briga ainda não acabou – ao contrário, ela define grande parte do quebra-cabeça geopolítico de nosso tempo.
Ao longo dos últimos 60 anos, árabes e israelenses atacaram-se com fúria, retaliaram com impiedade, apostaram alto, perderam muito e mancharam de sangue a Terra Santa. Ambos têm sua parcela de razão e erro. E estão distantes da paz.
Do rei Davi ao sultão Omar
Por volta do ano 2000 a.C., a Terra Santa era habitada por diversas tribos aparentadas, que lutavam entre si pela posse de fontes de água e pasto para animais: amoritas, canaanitas, jebulitas, hebreus. Os últimos levaram a melhor: em 1030 a.C., unificaram a região, criando os poderosos reinos de Judá e Israel. Sob a égide do mitológico rei Davi, Jerusalém virou a capital dos judeus e tornou-se uma das maiores cidades da época. No século 1º a.C., a região – conhecida como Judéia – caiu sob o domínio de Roma.
Cerca de 130 anos após o nascimento de Cristo, uma insurreição de nacionalistas hebreus tentou quebrar o jugo romano (leia mais na página 58). A reação do Império foi radical: os judeus foram deportados em massa e proibidos de colocar os pés na Terra Santa. No evento conhecido como Diáspora, milhares de judeus espalharam-se pelo mundo. Eles se estabeleceram na Europa, em outras regiões do Oriente Médio e até na China.
Após a queda do Império Romano, a antiga Judéia foi conquistada pelo Islã. Saídos dos desertos da Península Arábica (pedaço da Ásia cercado pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico), os árabes espalharam-se pelo Oriente Médio na Antiguidade, como guerreiros e comerciantes. Mas foi só no século 6o a.C., com a fundação da religião islâmica pelo profeta Muhammad (ou Maomé, como é chamado no Ocidente), que os árabes transformaram-se em uma potência militar e política. Exércitos muçulmanos unificaram o Oriente Médio a partir do século 7o a.C., criando um império gigantesco que se estendia das fronteiras da Índia até a Espanha.
O califa árabe Omar, sucessor de Maomé, ocupou Jerusalém em 680 a.C., sem derramamento de sangue, e permitiu que famílias judias voltassem a habitar a cidade. Os árabes deram o nome de Jund Filistin à região que fica entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo – o que hoje equivale mais ou menos a Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Durante a Idade Média, os judeus da Terra Santa viveram sob governo muçulmano. O convívio foi marcado por alguns surtos de perseguição e longos períodos de convivência pacífica.
A partir do século 13, o poder do Império Árabe decaiu. Pouco a pouco, os árabes e judeus do Oriente Médio foram subjugados por outro povo muçulmano: os turcos. No século 15, a região foi unificada sob o Império Turco Otomano, com capital em Istambul (atual Turquia), que dominou a antiga Terra Santa até o final da Primeira Guerra Mundial.
O enfermo do Oriente
Os atuais conflitos no Oriente Médio são em grande parte conseqüência de um terremoto político e social que abalou o mundo no início do século 20: a queda do Império Turco Otomano. Na época, esse estado imenso dominava uma bela fatia do Oriente Médio, o norte da África e o leste da Europa – incluindo as regiões que hoje formam a Síria, o IraqueIsrael e os territórios palestinos. Mas, na metade do século 19, o gigante turco já andava mal de saúde – tanto que os diplomatas europeus se referiam a ele como “o Homem Enfermo do Oriente”. Empobrecido, o Estado otomano entrou em colapso e, pouco a pouco, foi perdendo território para as potências européias. A partilha culminou em 1919, logo após a Primeira Guerra Mundial. Os turcos aliaram-se ao lado perdedor – o Eixo formado pela Alemanha e pelo Império Austro-Húngaro – e perderam a maior parte de suas posses. Assim, o Líbano e a Síria viraram “protetorados” franceses. Já a Palestina, que havia sido província dos otomanos durante 600 anos, ficou sob administração inglesa.
O problema é que a região era habitada por dois povos cansados do jugo estrangeiro. Árabes e judeus queriam chutar os colonizadores e formar seus próprios estados. Foram à luta – primeiro, contra os britânicos, e depois, uns contra os outros. Foi durante o período de dominação inglesa que o conflito entre os dois povos tomou forma, até explodir com a controversa criação do Estado de Israel, em 1948.


ISRAEL E PALESTINOS: SEM PAZ À VISTA

Por mais de uma década, israelenses e palestinos discutiram a implementação e os boicotes da cada lado aos Acordos de Paz de Oslo, assinados entre 1993 e 1995, que pretendiam pacificar a região. Os israelenses acusam: os ataques suicidas contra civis atrapalharam o caminho para a paz e a criação do Estado Palestino. Os palestinos respondem: Israel faz terrorismo de Estado e, ao implementar os assentamentos judaicos em áreas palestinas, alimenta o extremismo.

Os debates sobre o futuro de uma das mais tensas regiões do mundo estão longe de terminar. Mas a possibilidade de novo acordo entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina (AP), bem como a implementação consensual do Mapa da Estrada, sugerido pelos Estados Unidos (EUA) e apoiado pela Federação Russa, União Européia e ONU em 2003, foi atropelada pelo plano de Ariel Sharon de retirar parte dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

O plano de Sharon contava com forte resistência de dentro da própria coalizão direitista que ele liderava. Sharon previa que não haveria mais judeus na pavorosa Faixa de Gaza até o fim de 2005.

Mas haviam dúvidas quanto ao alcance do plano aprovado pelo gabinete. O Partido Trabalhista, contudo, anunciou que estava disposto a evitar a queda do governo.

A Autoridade Palestina, que administra parte da Cisjordânia e a Faixa de Gaza, não foi consultada sobre o projeto. Embora não se oponha a ele, o que seria o contrário do que vêm reivindicando desde 1967, quando Gaza e Cisjordânia foram ocupadas, os palestinos temem que o plano de retirada da Gaza seja uma cortina de fumaça para consolidar os assentamentos na Cisjordânia (Sharon planejava desocupar apenas quatro) e manter a construção do muro de separação entre Israel e o território palestino.

Oficialmente, o muro serviria para impedir a entrada de terroristas em Israel. Na prática ele anexa áreas na Cisjordânia e torna inviável um Estado Palestino. Houve um repúdio internacional ao muro.







Indicação de leitura e referência bibliográfica: Em defesa de Israel (livro espetacular).
Preço médio: R$ 63,00




   

8 comentários:

  1. nossa show de texto fontes e imagens se vc fosse jogar na porcetagem as causas dos conflitos quanto vc daria para politica-territorio(%) religião(%) poder (%) ?

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  2. Interessante sua pergunta.
    Vou ser bem direto quanto a esta indagação:
    Religião ---- 55%
    Poder ---- 25%
    Política-território ---- 20%
    Esse seria meu balanço quanto a essa questão.
    Abraço e seja bem-vindo(a) ao blog Pistas da História.

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  3. Randerson, o seu trabalho e um primor e por isso peço licença para utiliza-lo como referência bibliografica em um seminario.
    ha não estranhe a falta de acento, meu teclado esta com defeito.

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  4. Com toda certeza, fique à vontade para utilizá-lo da melhor maneira possível (Flávia Ingrid) assim espero e que seu seminário seja espetacular, seja um sucesso.
    Abraço grande.

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  5. Olá Randerson, Paz e Bem! Fiquei muito impressionado com seu artigo e gostaria muito de ver a imagem da Genealogia de Adão a Moisés de forma ampliada, uma vez que aqui no site não consegui enxergar os textos. Você pode me enviar? O objetivo é de estudo e partilha em grupo. Grande abraço e Parabéns pelo trabalho! Geraldo Duarte

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  6. Senhor Geraldo Duarte, eu que agradeço seu comentário, fico muito feliz que tenha gostado do meu trabalho.

    Vamos fazer o seguinte, caso o senhor não queira expor seu email aqui no site, pode preencher o formulário localizado logo abaixo do cabeçalho, é o segundo botão chamado CONTATO, desta forma enviarei as fotos que me pediu diretamente ao seu email com o maior prazer.
    Não deixe de voltar ao blog, novas postagens a cada mês e se possível sugira postagens.

    Fraternalmente,

    Randerson Figueiredo.

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  7. Boa pesquisa e forma de ordenar o pensamento. Porém quando o texto fala sobre Maomé, por erro de digitação, as datas seriam d.c. e não a.c. como saiu.
    Parabéns pelo blog. Uma seara na mediocridade da internet.
    Atenciosamente,
    Michel Legrand

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    1. Obrigado senhor Michel Legrand pelos comentários. Tudo de melhor, atenciosamente,

      Randerson Figueiredo.

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