Chegou a hora do marketing eleitoral - 1ª parte.



O Pistas da História orgulhosamente apresenta: as variantes do marketing eleitoral, suas façanhas, projetos mirabolantes e dossiês que desmacaram qualquer pessoa (falo isto em relação aos candidatos).

Golpe baixo, armações e muita, muita, mas muita cara-de-pau faz parte do cenário político nacional, então para começar a falar pelo menos um pouco desta campanha insossa, aliás, vamos a umas aulas de português com o significado desta palavra, sem querer parecer o Pasquale Cipro Neto vamos as definições:

Ví no Houaiss o significado e um exemplo de uso.



n adjetivo 



1 que não tem ou que tem muito pouco sal; insípido, insulso
Ex.: não agüentava mais a comida insossa do hospital



2 Derivação: sentido figurado.
que não tem graça; desinteressante, tedioso, monótono
Ex.: Eleições 2010! 

3 Rubrica: construção.


assentada sem argamassa (diz-se de alvenaria ou de parede ou muro)
Obs.: cf. alvenaria insossa
Ex.: muro de alvenaria i.
n substantivo masculino 

4 aquilo que é insosso, sem sal, sem tempero


Fonte(s): Houaiss 


Afirmo que no atual cenário político vivenciamos a proposta número 2, a de que a eleição 2010 que se apresenta até agora está completamente INSOSSA, POBRE, DEVAGAR, ESPECIALMENTE SEM ÂNIMO.

Mas é claro, o que esperar de uma eleição em que os candidatos não apresentam nada de original, não possuem carisma, nenhum deles diga-se de passagem e muito menos ações que mereçam o título, haja vista a candidata do governo que ganhou de presente para dar o ponta-pé inicial em sua campanha o PAC, e que a candidata não tem um pingo de carisma, nunca "enfrentou" uma eleição.

O candidato tucano quase não consegue um vice-presidente a tempo de lançar sua candidatura, e com aquelas olheiras meu Deus, espanta qualquer eleitor que pelo menos pense em votar nele (será que alguém em sã consciência pensa em votar nele!?! rsrsrs), e muito pior, a bandeira de seu partido é mais suja que pau de galinheiro, quase que afunda muitas esferas deste país, e não estou só falando das privatizações não, aliás, algumas privatizações não foram ruins, mas outras foram absurdamente desastrosas como a Vale do Rio Doce, hoje somente Vale, até hoje quando leio periódicos e alguns livros de história não consigo acreditar que tal empresa foi vendida, ou melhor, foi jogada no mercado negro por uns trocados.

A outra candidata quer quando assumir a cadeira de presidente mudar as artimanhas do congresso (ri tanto quando li sobre isso), ela quer mudar as artimanhas daquelas raposas que circundam o senado, daqueles caciques que mandam e desmandam  e fazem de Brasília uma verdadeira vaca profana onde todos querem mamar no dinheiro público, coitada, desejo boa sorte a esta candidata, já que sua bandeira é o verde, queria lhe presentear com um trevo de quatro folhas, afinal verde é esperança e como diz aquele ditado: a esperança é a última que morre...

E por fim, o candidato que quer mexer no bolso dos empresários! Isso mesmo, ele quer mexer no bolso de quem manda neste país, vejam só. Aí vocês me dizem, mas que bravura, que audácia, que altivez...
E eu digo: que tremenda burrice meu caros leitores, essa é a expressão que consigo definir o que ele pretende fazer.
Mexer com a classe mais poderosa do país requer cuidados tão mirabolantes quanto a idéia que este cidadão teve. Se a proposta dele era causar um estardalhaço na mídia e assim conseguir votos por ser um extremista tupiniquim e que acha como a charge sugere carregar uma baladeira por aí e quebrar o teto de vidro dos empresários ele está muito enganado, aliás, alguém devia ter avisado que ele está no Brasil e que o teto da classe poderosa é a prova de balas.

Eis os presidenciáveis, os candidatos.

Pois muito bem, a política está armada para mais uma eleição, que não promete ser lá grandes coisas como já mencionei.

Abram alas a política, ou melhor... a politicalha, essa palavra sim traduz a repugnância que é a política, queima como um ferrete de norte a sul.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.





A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.





Política ou politicalha?

O que melhor define o nosso país?



Cabe a nós, somente a nós eleitores, a escolha!

  

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