11 de setembro de 2001 – Mais uma teoria da conspiração?



‘Colherás conforme tiverdes semeado.’
Cícero (106-43 a.C.), Da Oratore, II, 65, 262

Desta vez o motivo de escrever esta postagem como adiantei na última postagem sobre o desastre ambiental no Golfo do México é justamente sobre o dia que marcou o início deste século propriamente dito: onze de setembro de 2001.

Algumas notícias foram veiculadas a respeito do tão “famoso” dia ser uma teoria da conspiração, planejada pelos norte-americanos. Essa hipótese não pode ser descartada não é verdade?
Será que os islâmicos são os únicos responsáveis pelos conflitos internacionais que sacodem o mundo?

Porque ainda não puseram as mãos em Osama Bin Laden? Qual a relação de Osama Bin Laden com a família Bush?
Será mesmo que os islâmicos são os verdadeiros culpados pelo atentado? Vou tentar responder a esses questionamentos agora...

Onze de Setembro de 2001 – O início do século XXI

Mais do que dois prédios que se estendiam por 417 e 415 metros em direção ao céu (torre sul e torre norte, respectivamente, as Torres Gêmeas como eram conhecidas, representavam o condão norte-americano. Símbolos de um tempo de prosperidade, os espigões transformaram não apenas a vista de Nova York, mas também tocaram o sentimento de supremacia dos norte-americanos.

Com quase 30 anos de existência, os arranha-céus já haviam sofrido um atentado terrorista em 1993, com uma bomba ‘plantada’ na garagem do subsolo, que chegou a abrir um buraco de 30 metros, afetando quatro andares acima e abaixo. Os criminosos, seis extremistas islâmicos, foram descobertos por meio da “nem tão eficiente” rede de informações do serviço secreto norte-americano e suas sentenças chegaram a 240 anos de prisão, cada um.

Os edifícios foram projetados para suportar 13 mil toneladas de força contra sua estrutura, por conta dos fortes ventos que teriam que enfrentar na baía de Nova York, à tamanha altura. Nem um avião, nem mesmo dois, provocariam tamanha força. No entanto, uma série de fatores subseqüentes, entre os quais o derramamento de imensa quantidade de combustível fervente, causaram a debilitação do aço que sustentava os prédios.
O WTC (Word Trade Center) acabou tornando-se um parâmetro para a sociedade, seja para o bem, em sua construção, seja para o mal, em sua destruição.

Torres Gêmeas – A construção das irmãs “indestrutíveis”.

No final da década de 1950, a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, uma agência biestadual fundada em 30 de abril de 1921, esboçou interesse num projeto para a construção de um edifício na região da ‘baixa Manhattan’, que aos poucos tornava-se um local socialmente degradado.
Sabemos muito bem, que para os norte-americanos não bastaria um simples edifício com alguns escritórios: era essencial um projeto que atraísse a atenção de empresários, investidores, turistas e principalmente da mídia, sim, como os norte-americanos gostam da exaltação exacerbada do seu poderio (em todas as esferas).
Para isso, em 1962, o arquiteto Minoru Yamasaki (1912-1986) foi convidado a entender os desejos da Autoridade Portuária e do prefeito Robert Ferdinand Wagner (1910-1991).

Pelo sobrenome ou até mesmo pelo próprio nome, Yamasaki era filho de japoneses e havia nascido em Seattle, Washington, na costa oeste dos Estados Unidos. Começou a vida sofrendo as injustiças sociais de ser descendente de nipônicos, vivendo em um país que em poucos anos entraria na guerra por conta de um ataque efetuado pelos mesmos (Pearl Harbor).
Determinado e focado em seus objetivos, Yamasaki formou-se na Universidade de Washington e, em 1945, mudou-se para Nova York para trabalhar no escritório Shreve, Lamb and Hermon, com os arquitetos que anteriormente haviam planejado o Empire State Building, construído em 1930.

Yamasaki logo começou a despontar com idéias inovadoras e, em 1949, formou seu próprio escritório. Projetou o terminal do aeroporto de Saint Louis, Missouri, e outros prédios espalhados pelos Estados Unidos. Em 1959, ganhou o prêmio de arquitetura do Instituto Americano de Arquitetura.
Logo seus projetos começaram a conquistar o mundo, com desenhos na Arábia Saudita, Japão e Canadá. Mas sua mais grandiosa realização foi o World Trade Center, o projeto que revigoraria a ilha de Manhattan.

A partir de 1965 os sonhos da Autoridade Portuária começaram a tomar forma na prancheta, conforme os esboços avançavam, a Autoridade Portuária conseguiu reservar uma área de 3.048 quilômetros quadrados, representando 12 quarteirões, um espaço e tanto...
Para usar todo o espaço, Yamasaki considerou centenas de idéias, até que finalmente sentiu-se satisfeito com o conceito de erguer duas enormes torres, que se estenderiam por 200 ou 300 metros acima do solo, junto com outras edificações menores ao redor.

Depois de muitas reuniões entre o arquiteto e os engenheiros Leslie Robertson e John Skilling, chegou-se à idéia de criar ali as torres mais altas do mundo, até então fora de cogitação.
Yamasaki esboçou os efifícios com 110 andares cada um. Foi quando alguám lhe perguntou: ‘110 andares? Por que não 220 andares?’
Prudente como são os orientais, Yamasaki respondeu: ‘Eu não quero perder a escala humana’

No entanto, por se tratar de “apenas” 110 andares, os problemas eram muitos. O primeiro deles dizia respeito ao tipo de material que deveria ser utilizado. Após muitos estudos, os engenheiros decidiram utilizar-se de uma inovação tecnológica:  grandes tubos de aço cavados, que poderiam se juntar como se fossem peças de um jogo de montagem.
A espinha dorsal dos edifícios seria composta por 48 pilastras de aço, no miolo de cada prédio, sendo as grandes responsáveis pelo fato da construção conseguir se erguer.

Outra questão dizia respeito à força dos ventos a qual as torres seriam submetidas. As colunas de aço deveriam ser reforçadas com a ajuda de mais de dez mil amortecedores visco-elásticos, espalhados por toda a extensão dos prédios, sendo ainda ajudadas por vigas de aço que sustentavam o concreto das lajes, ligas pelas pilastras centrais. Para completar, blocos de concreto de 600 toneladas seriam instalados na cobertura de cada edifício para garantir equilíbrio.

Sei que você percebeu que, com as considerações anteriores não havia o risco das construções tombarem, mas sem estes ‘pesos’, as pessoas que estivessem dentro dos prédios poderiam sentir o balanço, passando a ter a sensação de falta de confiança, além de um tremendo enjôo.

Problemas operacionais também surgiram na empreitada, devido ao tamanho do projeto, também não poderiam ficar de fora. Com mais de 400 metros de altura, imaginava-se mais de cem andares, cada andar com mais de 4000 metros quadrados, comportando cerca de 1500 escritórios e mais de 50 mil pessoas – fixas – circulando, sem contar os visitantes, isso tudo faria das torres gêmeas um verdadeiro atrativo turístico em Nova York.

Resolvidos em sua totalidade, ou pelo menos encaminhados, os problemas ficaram um pouco de lado em 1966, quando o projeto foi finalmente aprovado por uma comissão de investidores e pela prefeitura da cidade. Iniciava-se a construção do WTC, com os dois edifícios mais altos do mundo em sua época.

Os operários começaram a trabalhar em ritmo frenético. Fornecedores foram pressionados. Clientes conquistados. Cada dia de atraso no projeto representava um prejuízo de um milhão de dólares. Pensando nisso, Leslie Robertson, o engenheiro-chefe, determinou que qualquer reunião de negócios não deveria passar de 17 minutos, e metódicos do jeito que são e obviamente atendendo ao sistema capitalista, havia um cronômetro que tinha o tempo disparado a cada início de conversa. Dezessete minutos depois, concluído ou não o assunto, todos os participantes eram obrigados a retornar a seus postos de trabalho.
Produtividade! Esta era a palavra de ordem na construção do WTC.

Sete anos e 1,5 bilhão de dólares depois, o WTC estava concluído. Cento e dez andares e 103 elevadores, sendo que alguns, do tipo expresso, tiveram que ser especialmente desenvolvidos para poder levar os passageiros do térreo até o topo em questão de segundos. Haviam cerca de 45 mil janelas . Cada torre espalhava-se por 350 mil metros quadrados e haviam 12 andares reservados apenas para serviços técnicos, por exemplo segurança e manutenção predial. A fundação perfurou 21 metros abaixo da superfície e produziu 360 mil metros cúbicos de entulho. Mesmo assim, foi feita com muita cautela, pois próximo ao local dos prédios, haviam duas estações de metrô.

As antigas dificuldades operacionais foram sendo resolvidas juntamente com o projeto dos edifícios. Cerca de 168 milhões de dólares foram investidos na modernização dos transportes públicos na região; a coleta de lixo teve que ser readaptada, com investimentos pesados também (apenas em 1974, o WTC produziu 50 toneladas de lixo por dia); os sistemas de abastecimento de água foram obrigados a fornecer mais de 8 milhões de litros de água por dia.
Todos os números do WTC representavam uma magnitude até então impensável. O que pensaria Gustave Eiffel (1832-1923) se visse o que o ser humano é capaz de produzir?

Mesmo assim, quando os nova-iorquinos deram-se conta dos novos integrantes de sua paisagem, houve muitas críticas, mesmo entre os arquitetos, que não achavam graça, tampouco necessidade, de edifícios tão altos. Do ponto de vista de inovação arquitetônica, as críticas tinham certa razão, uma vez que tratavam-se de grandes ‘caixas’ retangulares.

No entanto, para a engenharia, o WTC representava um feito que criava novos parâmetros para o ser humano. Infelizmente, nem todos os homens baseiam seus parâmetros para o bem.
Yamasaki, um dos maiores arquitetos do mundo de todos os tempos, veio a morrer aos 73 anos de idade, de câncer, em 1986.

Osama Bin Laden – Porque ainda não o pegaram?

Esta é a grande pergunta: porque ainda não puseram as mãos em Osama Bin Laden?

Mas quem é ele? Um psicopata ou um idealista? Um fanático ou um homem com verdades tão profundas que o torna capaz de qualquer atrocidade?
A motivação de Osama Bin Laden é sua utopia religiosa, pois ele é antes de tudo um auto-declarado profeta tentando reconstruir as raízes puras do islamismo, ele se vê como um instrumento do poder de Deus, sua missão na terra é punir os agentes do mal.

Tratar Usämah Bin Muhammad Bin Àwad Bin Lädi, seu nome verdadeiro, como um simples extremista e jogá-lo no caldeirão do fanatismo religioso ajuda, mas não explica quem realmente é Osama.

Mas as perguntas continuam constantes: o que o levou a tamanho fervor? Existe uma corrente de estudiosos que defende uma tese baseada na psicologia: todo terrorista é uma vítima social – embora o contrário não aconteça.
Extremismo aqui no blog não! Tratá-lo como um simples homem rico e mimado não é o melhor caminho.

Então para desvendar esse enigma vou mirar o passado de Osama. Na adolescência, Bin Laden foi, de fato um garoto sem rumo, cheio de complexos e traumas. Costumava encher a cara e sair com prostitutas.
Filho de um poderoso clã islâmico, nasceu na capital Riad. É o 17º dos 54 rebentos de uma família polígama.
Sua data de aniversário permanece uma incógnita, só se sabe ao certo que nasceu em 1957.

O pai, Mohammed(a maioria dos islâmicos são Mohammed já perceberam? Devido ao nome do profeta: Mohammed, mais conhecido como Maomé) Bin Laden, consagrou-se como um fenômeno da construção civil. Imigrante do Iêmen, mudou-se para a Arábia Saudita na década de 30 e se tornou amigo íntimo do rei Saud quando propôs construir o palácio por um preço muito abaixo do mercado. A realeza ficou impressionada com o trabalho do forasteiro, que se tornou o empreiteiro oficial do reino.

O estigma do clã islâmico

O patriarca dos Bin Laden à medida que conquistava dinheiro abarrotava a casa de mulheres. Ao todo foram dez senhoras Mohammed.  Como podem perceber, ele usufruiu, e bem, do direito muçulmano de se casar com quatro mulheres ao mesmo tempo. Mantinha sempre três esposas fixas, a quarta,  a chamada “filial”, mudava de tempos em tempos. Quando se divorciava, continuava dando suporte financeiro à pobre abandonada, a renegada, que era mantida em uma espécie de mini-harém, em Jeddah.
E o que essa história tem haver com Osama? Tudo. Ele era filho de uma dessas escravas, mais precisamente de Hamida al-Attas, era Síria e ocupava esse posto de filial quando deu à luz.    

Antes do casamento cultivava hábitos modernos para os padrões islâmicos como por exemplo: não gostava de cobrir o rosto com a burca. Suas ousadias acabaram lhe rendendo o desprezo das demais esposas de Mohammed.
Com o nascimento de Osama a situação piorou. Ganhou a alcunha de “a escrava” e o pequeno Osama passou a ser chamado de “filho da escrava”.
Noa dias atuais Osama poderia ser chamado de “o filho da empregada”, e foi tremendamente hostilizado; com a mãe sempre ausente, sofria com a rejeição dos irmãos. Seu único ídolo era o pai, um homem generoso, mas de personalidade dominadora. Exigia das crianças disciplina e obediência religiosa, obrigando-os a demonstrar independência e autoconfiança.

O tímido Osama penava para agradar o velho intransigente.  E para piorar ainda mais a situação o pai morreu em um acidente de helicóptero e ele se sentiu ainda mais abandonado, até então com 10 anos de idade.
Mas o seu futuro não seria tão trágico assim, pelo menos financeiramente, com uma herança estimada em US$ 300 milhões (estimativas mais recentes apontam uma fortuna de US$ 25 milhões), ele foi então viver com a mãe, uma mulher que mal conhecia.

Sua educação deu-se em casa, com tutores. Ele era um aluno brilhante, capaz de decorar grandes passagens do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. Em 1973 foi mandado para o Líbano para fazer o ensino médio. Estava por assim dizer sozinho, mergulhou na luxúria.
Andava de Mercedes-Benz com chofer, freqüentava boates (boites) caras, apostava fortunas nos cassinos, enchia a cara de uísque e circulava com prostitutas.

A versão playboy do futuro terrorista acabou com o início da guerra civil libanesa. Osama foi obrigado pela família a voltar para a Arábia Saudita, onde passou a estudar engenharia na Universidade de King Abdul Aziz.
Segundo pesquisadores, sentimentos de culpa pelos excessos da adolescência começaram a perturbar Bin Laden quando começou a freqüentar as aulas de islamismo.

Um de seus professores era Abdullah Azzam, ninguém menos do que um dos fundadores da organização terrorista Al Qaeda.
Por associação, enquanto Bin Laden se aprofundava nos preceitos islâmicos, o Afeganistão foi invadido pela União Soviética, que tentava salvar o combalido comunismo do país.

Tem uma frase de Honoré de Balzac que diz assim: Jamais os moralistas conseguirão fazer compreender toda a influência que os sentimentos exercem sobre os interesses. Essa influência é tão poderosa como a dos interesses sobre os sentimentos. Todas as leis da natureza têm um duplo efeito, em sentido inverso um do outro.

Nada mais intrigante e verdadeiro.  Influenciado pelo professor Azzam, Osama partiu para o Paquistão para conhecer os líderes da resistência muçulmana. No retorno para casa, tentou convencer os parentes a financiar o que ele considerava uma mujajidin, a guerrilha em nome da fé, já que os soviéticos haviam invadido um território islâmico.
Na causa muçulmana ele encontrou sua razão de viver sabe porquê? Porque o principal motivo que leva alguém a ser um terrorista é a necessidade de ser aceito por um grupo, de ser reconhecido como alguém especial e esquecer de uma vez por todas o estigma de: o filho da escrava.

A partir daí, Osama dedicou-se de corpo e alma à “guerra santa” contra os soviéticos. Sua primeira medida foi estabelecer uma base para guerrilha do Paquistão. O milionário desembolsava fortunas para a compra de armas e para o sustento dos guerrilheiros. Ironicamente, um dos principais financiadores do terrorismo eram os Estados Unidos. A CIA gastou simplesmente US$ 10 bilhões em dez anos de conflito, ótimo não é verdade para os interesses norte-americanos? Sim, com esse financiamento, Bin Laden construiu seis campos de treinamento no Afeganistão e melhorou ainda mais sua rede de informações, principalmente a Paquistanesa.

Bin Laden fazia um dossiê de entradas e saídas em sua base militar. O complexo  do terrorista ganhou o nome de Al Qaeda, que significa “a base”.
Até então Osama estava se divertindo, mas seus gracejos bélicos acabaram em 1989, após “acordos de paz” entre União Soviética, Estados Unidos, Afeganistão e Paquistão. Este acordo o fez retornar para a Arábia, mas não desistiu da guerrilha.

Osama e os norte-americanos

A ira de Osama contra os Estados Unidos começou a dar as caras quando o ditador do Iraque, Sadam Hussein, invadiu o Kuweit, em 1991. Com a experiência adquirida no Paquistão, ele escreveu uma carta ao rei saudita sugerindo em detalhes como proteger o país de uma eventual invasão iraquiana e voluntariando-se para defender o país.
Nem recebeu resposta. E pior: além de recusar sua ajuda, a Arábia Saudita aceitou a mão dos americanos. Bin Laden ficou furioso.
O resultado era de se esperar: começou a se articular com clérigos fundamentalistas e ativistas muçulmanos.

Acompanhe a trajetória...

Conseguiu uma fatwa, um pronunciamento legal feito por um religioso convencendo aos fiéis a aderirem ao treinamento guerrilheiro no Afeganistão; uma horda de 4 mil pessoas cruzou a fronteira, seguindo o líder Bin Laden, obviamente o governo saudita não ficou satisfeito com a atuação de Osama.
Depois disso, ele começou uma verdadeira peregrinação por alguns países: Paquistão, Afeganistão, e finalmente zarpou para o Sudão onde estabeleceu uma nova base de operações para disseminar a filosofia islâmica.
Após o fim da Guerra do Golfo, os Estados Unidos deixaram bases de forças permanentes na Arábia Saudita, o que não agradou militantes islâmicos antigoverno, incluindo Bin Laden, que continuava a manter seus campos de treinamento de guerrilheiros.

Os ataques terroristas não tardaram a acontecer. O primeiro foi em 29 de dezembro de 1992, quando o Gold Mihor Hoter voou pelos ares. O alvo era um grupo de soldados americanos hospedados ali. Os guerrilheiros derrubaram a porta errada. Os inimigos tinham partido duas semanas antes do previsto para a Somália. Em 1993, o World Trade Center, o símbolo do imperialismo americano, sofreu seu primeiro ataque, com seis mortos.
O terrorista Ramzi Yousef, responsável pelo ato, tinha uma estreita ligação com o milionário saudita, de acordo com a CIA.

Em 1994 a Arábia Saudita cancelou a cidadania de Osama. Ele respondeu bem ao estilo terrorista: um carro-bomba em Riad, em 1995.
O Sudão foi pressionado internacionalmente a não dar mais abrigo a Bin Laden, ele então voltou para o Afeganistão de onde divulgou sua primeira mensagem antiamericana: uma declaração de guerra com 12 páginas.

Osama Bin Laden , 11 de setembro e o orgulho ferido norte-americano

Como todo mundo sabe, o xeque-mate de Osama Bin Laden contra os norte-americanos aconteceu no dia 11 de setembro de 2001.
A idéia de seqüestrar aviões civis e jogá-los contra alvos fixos já circulava na Al Qaeda havia seis anos.

Dezenove muçulmanos, entre eles 15 sauditas, foram escolhidos para a missão. Alguns tiveram aula de aviação no próprio território americano, veja que interessante.

Os preparativos para o ataque custaram entre US$ 400 mil e 500 mil.

O show de horror, transmitido ao vivo pela televisão, lembro-me muito bem que o jornalista Carlos Nascimento narrou o ocorrido de forma dramática e meio que sem acreditar no que estava acontecendo, afinal de contas o pontapé inicial do século XXI foi esse atentado e inaugurou um novo momento na história das guerras, pois os conflitos não são mais entre nações, mas entre países e grupos terroristas.

Observe também que a popularidade de George W. Bush estava em franca decadência, e tem mais... Seu pai foi um puro financiador de guerras.
O governo ianque, ou seria melhor dizer o orgulho ianque foi atingido em cheio pelo atentado aos espigões, e até mesmo no Pentágono, um projeto em que foi empreendido uma série de esforços arquitetônicos, que pelo visto não deu muito certo.

O orgulho norte-americano foi ferido à ferro e fogo, ou seria melhor dizer, a turbinas e gritos horrorosos de pavor? Pois o governo não está preocupado em respeitar a memória dos que foram limados de uma vez por todas desta geração, mas estão preocupados em manter a pose elitista e conceitual do American Way of Life e a sustentar as doutrinas do Destino Manifesto.

Religião e poder realmente não podem e não devem andar juntos, jamais.

Abraço e até a próxima.


Referência bibliográfica:



  • Em nome de Deus. O Fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo - Armstrong, Karen. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
  • O Islã - Armstrong, Karen. São Paulo: Objetiva, 2001.



 


Karen Amstrong, uma das principais autoridades em história das religiões destrincha de forma clara a questão do fundamentalismo religioso e desfaz o mito de que se trata de um fenômeno medieval, lembrando que, na verdade, ele surgiu no século XX - quando os movimentos religiosos tiveram de ser confrontados com o racionalismo moderno.
Armstrong constrói uma obra indispensável a quem deseja compreender o impacto do fundamentalismo sobre a economia, a política e a sociedade em geral. Leitura obrigatória aos amantes da história.
  

Um comentário:

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