SIR WINSTON CHURCHILL - O LEÃO BRITÂNICO




“Eu diria à Casa, como disse àqueles que se juntaram a este governo: nada tenho a oferecer senão sangue, trabalho, lágrimas e suor.”

Churchill e o discurso que mudou a história - sangue, trabalho, lágrimas e suor

Salve! Salve! Mais um encontro firmado aqui no Pistas da História, desta vez com uma breve biografia de um grande vulto da história, mais precisamente do século XX: Winston Leonard Spencer Churchill.

A escolha não foi aleatória, o último dos grandes estadistas, Winston Churchill gênio de múltiplas facetas há de ser lembrado por suas conquistas. Foi à voz da consciência britânica, o tribunal da última instância nos momentos de perigo.

O que mais chamou minha atenção nesse personagem marcante é que até a hora da morte permaneceu irônico, travesso e de espírito singularmente jovem, e no tocante a fisionomia seu aspecto pouco se alterou no decurso de muitos anos.

Churchill deve ser considerado o mais notável espírito de independência dos tempos modernos, e não se imortalizou somente como homem de estado, orador, historiador, biógrafo, humorista e correspondente de guerra; estabeleceu também invejáveis recordes como bebedor de brandy, artista, romancista, aviador, jogador de pólo, soldado e proprietário de cavalos de corrida.

Que fatores levam um homem a elevar-se da simples posse de talentos à genialidade? Quem o conhecia afirmava que a sua força provinha de uma combinação de virtudes, tais como a energia, a inteligência e a memória... e uma ambição como nunca terá havido outra depois de Alexandre da Macedônia.

Deu para perceber que essa pessoa que vos escreve tem uma certa admiração por esta figura histórica e que nessa brevíssima biografia tentarei esmiuçar alguns grandes detalhes de sua vida, desejo que você tenha uma ótima leitura e descubra os mistério de Winston Churchill.

O CABEÇA DE CENOURA




Winston Leonard Spencer Churchill nasceu em 30 de novembro de 1874, num cenário de majestosa grandeza: o Palácio de Blenheim, então propriedade de seu avô, o sétimo duque de Malborough.
Sua mãe, norte-americana era uma senhora de deslumbrante beleza, espírito ágil e invulgar sentido de humor, Churchill a adorava mas a encarava como uma princesa de conto de fadas, como escreveu em seus relatos.

Quanto a seu pai, Lord Randolph, era um homem talentoso que fez uma brilhante, embora curta, carreira no Parlamento.

Churchill quando nasceu não deixou dúvidas quanto a personalidade, ao seu fogo interior que o marcaria até o fim de seus dias: baixo, tinha cabelos ruivos e a face polvilhada de sardas, nariz arrebitado e boca de talhe duro, agressiva mesmo. E ainda possuía uns olhos azuis que se apresentavam como um misto de calma e aridez contemplativa.

Os primeiros anos escolares de Churchill não apresentam qualquer semelhança com os da maioria dos grandes homens. Desde muito cedo se revelou avesso aos estudos e o seu internamento no caríssimo colégio de Ascot como medida a transformá-lo em um exímio devorador de livros não obteve êxito.
Era frequentemente enviado pelos professores à sala de castigos onde o diretor o açoitava.

Tinha horror ao latim, e durante todo o tempo que ficou em Ascot se recusou a aprendê-lo.

Em 1888 quando o futuro primeiro-ministro ingressou na escola de Harrow, meteram-no na classe dos alunos mais atrasados. Segundo seu professor, ele não era um rapaz fácil de manejar. E não é porque ele pertencia a classe mais atrasada que se tratava de pouca inteligência, muito pelo contrário, todos reconheciam que ele possuía uma inteligência acima da média provavelmente derivada do seu distúrbio mental mais aparente: o transtorno bipolar de humor.

Dotado de uma energia muito incomum e rebelde à disciplina, sofreu uma série de castigos e provocou a hostilidade de alguns dos próprios colegas, os quais, guardaram uma profunda impressão do Cabeça de cenoura, como era conhecido em Harrow.

São do próprio Churchill estas palavras:
Por ter ficado tanto tempo nas classes atrasadas, ganhei uma imensa vantagem sobre os melhores estudantes. Enquanto elas aprendiam latim e grego e outras magníficas coisas do gênero, eu aprendia inglês. Um professor chamado Somervell (um homem encantador e a quem muito devo) estava encarregado de ensinar aos rapazes mais estúpidos a matéria entre todas mais desconsiderada – escrever em inglês. E ele sabia de fato ensinar. Como repeti três vezes o terceiro ano, não me faltou tempo para aproveitar das suas aulas. E assim, comecei a dominar a estrutura essencial da frase inglesa.

Ele ficou reprovado duas vezes consecutivas no exame de admissão à Academia Militar de Sandhurst. Um tal capitão James, que foi seu professor quando da terceira tentativa teria dito:
É impossível que este rapaz tenha passado por Harrow. Deve ter passado por baixo.

Uma vez na Academia, porém, operou-se em Churchill uma transformação radical. A antiga teimosia, o caráter resoluto e indomável, nada disso o abandonou; mas foi perdendo o hábito de desdenhar de tudo, o que era uma marca de seu feitio.

Desse vez pôs-se a trabalhar com empenho, assistindo com seriedade e atenção às aulas e passando longas horas à noite agarrado aos livros. Numa classe de cento e cinquenta alunos, classificou-se em oitavo lugar.



CORRESPONDENTE DE GUERRA




A vida no exército começou a enfastiá-lo e pediu ao se superior uma licença de três meses e começou a trabalhar para o Daily Telegraph quando o jornal aceitou publicar suas crônicas de guerra, pagando-lhe cinco libras por coluna.

Estas obtiveram um êxito instantâneo, em Londres, tal como viria a obter o livro que as reuniu chamado Histórias das Forças de Campanha de Malakanda. Com esta publicação, Churchill ganhou o equivalente a dois anos de serviço no exército.

Winston começou a perceber que o jornalismo lhe daria mais recompensas que o Exército. No outono de 1899, recém-começada a guerra dos Boers, o Morning Post convidou-o para ser correspondente de guerra naquela frente. Ele conseguiu que lhe pagassem duzentas e cinquenta libras esterlinas por mês, além dos gastos. E partiu para a África.

Nesse interim Churchill se tornou prisioneiro de guerra e passou por maus bocados.

UM JOVEM POLÍTICO



Uma vez regressado a Inglaterra, Churchill decidiu apresentar sua candidatura a um lugar no parlamento. Foi eleito por pequena margem de votos. E foi assim que em 1900, aos vinte e seis anos, iniciou a sua carreira de político.

Por esta época os membros do Parlamento não auferiam qualquer ordenado. Ele então partiu então para uma jornada em tentar ganhar dinheiro.

Com esse objetivo preparou uma série de conferências a pronunciar em Inglaterra e na América, e dessa forma fazendo conferências diárias, exceção feita aos domingos, durante cinco meses, ganhou uma robusta soma que lhe assegurou a liberdade de ação na política.

Como regra geral, os jovens deputados permaneciam sentados, durante as assembleias, ouvindo respeitosamente, os mais velhos falar. Mas não foi assim que procedeu Churchill.

No primeiro dia em que entrou na sala de sessões tomou, imediatamente, o lugar que fora ocupado por seu pai e instalou-se confortavelmente. No quanto dia proferiu o seu primeiro discurso.

Os psiquiatras afirmam a existência de homens aparentemente destinados a criar conflitos. São os destrutores da serenidade e os construtores do mundo, e Churchill era um desses.

Não exercia o cargo há mais de um mês, quando começou a provocar a ira do partido.

Finalmente ele mudou de partido, passou para a bancada dos liberais. Durante anos que precederam a Primeira Guerra Mundial, Churchill chegou a ser – como escreveu um de seus biógrafos – o político mais odiado do país.

Ele fincou sua presença em diversos cargos importantes com o objetivo de implantar políticas liberais, e é incontroverso que foi ele quem, quase por si só, salvou o país, nos terríveis anos da Primeira Guerra Mundial.

Ele soube prever, com extraordinária exatidão, o curso da guerra na sua primeira fase. Churchill anunciara que o exército francês não conseguiria resistir à investida alemã, dito e feito, foi exatamente isso que aconteceu.

Nesse momento é concedido a Churchill o comando do Almirantado.


O PAI DO TANQUE DE GUERRA




Nesse período que esteve à frente do Almirantado empreendeu enorme esforço para deter a ofensiva alemã, determinou a criação de uma força aérea e feito isso promoveu arrojados ataques aéreos aos hangares e às bases alemãs de submarinos.

Destinou uma avultada importância à construção de dezoito couraçados terrestres – pelo que pode, portanto, ser designado como o pai do tanque.

Com essa investida logrou a arte militar um dos seus mais importantes e duráveis progressos.

O HOMEM MAIS POPULAR E MAIS IMPOPULAR DA INGLATERRA




Durante o período de 1929 e 1939, Churchill dedicou-se, sobretudo a escrever. Já publicara uma obra, A Crise Mundial, em quatro grossos volumes, que lhe valera bastante dinheiro e decidiu entregar-se a um trabalho mais importante: a redação do monumental Malborough, sua vida e seu tempo – e a sua produção era imensa. Estes proventos e a herança de cento e cinquenta mil dólares que lhe coubera por morte da mãe, em 1921, permitiram-lhe, ele e sua mulher, viver suntuosamente.

Com parte dos ganhos de escritor, adquiriu em 1924, a famosa propriedade de Chartwell, em cuja restauração participou ativamente ladrilhando-a juntamente com os operários, depois de com eles ter aprendido a fazê-lo.

E foi logo a seguir dedicou-se à pintura. Muito à sua maneira adquiriu os utensílios necessários e ai da acessórios, como um blusão azul-claro e uma boina.

Depois pôs-se a pintar diligentemente, e Paris pôde visitar a exposição de um pintor desconhecido, Charles Morin – pseudônimo de artista que Churchill escolhera. Ao ver os quadros, consta que Picasso teria dito: “Se este homem fosse pintor de ofício, podia ganhar muito bem a vida.”

Politicamente, Churchill via-se em uma situação anômala. Continuava a pertencer ao Parlamento mas não exercia nele qualquer influência.

Tanto a Itália como a Alemanha estavam a tratar do rearmamento e Churchill, face à crescente ameaça de Hitler, sentia a necessidade de que a Inglaterra se preparasse para mais uma guerra. Era um homem só contra o fascismo. Foi a fase mais heroica da vida de Churchill, que nunca desistiu de abrir os olhos, teimosamente cerrados, dos seus compatriotas, para os horrores que o nazismo prenunciava.

Houve uma boa centena de ocasiões em que era possível deter as tropas alemãs, de ter detido Hitler sem derramar uma gota de sangue. Churchill em todas elas preconizava a ação: não lhe deram ouvidos.

A CHEGADA AO PARLAMENTO – O NÚMERO 10 DE DOWNING STREET




No dia primeiro de setembro de 1939, Hitler invade a Polônia. A 3 de setembro, a França e Inglaterra declaram-lhe guerra. Na mesma noite Churchill é chamado a reocupar o cargo que, com tanta proficiência, desempenhara no Almirantado e todas as unidades da frota receberam pelo rádio, através de sinais luminosos ou de bandeiras, esta mensagem: Winston is back (Winston voltou).

Também o povo acolheu a notícia da nomeação com calorosas manifestações de assentimento. E quando ele entrou no Parlamento, os deputados que uma semana antes o tinham atacado, aclamaram-no de pé.

Anos antes, Churchill confidenciara a um amigo: “Abandonaria já a política se não existisse a probabilidade de mais cedo ou mais tarde chegar a primeiro-ministro”.
Ora, a 10 de maio de 1940, quando a Inglaterra atravessava um dos seus mais dolorosos períodos da era moderna, a perseverança de Churchill foi recompensada. A Noruega sucumbira. Em consequência disso, Chamberlain pedira, finalmente a demissão e o Rei Jorge chamou Churchill.

Poucos dias depois, o novo primeiro-ministro pronunciava o seu célebre e comovedor apelo a – sangue, trabalho, lágrimas e suor – o qual se tornaria durante os cinco anos seguintes a divisa da democracia.

Nesse ínterim houve a notícia da morte do presidente Roosevelt, abalando-o profundamente. Thompson, subitamente convocado as três horas da manhã, foi encontrar o primeiro-ministro no quarto, a chorar e a dizer: “É terrível, é terrível. Era um grande amigo nosso. Prestou-nos incalculável apoio na altura em que mais precisávamos dele. Perdi um grande amigo, um amigo muito grande.”
No V-E Day (dia da vitória), o mais feliz dos dias da guerra para a Grã-Bretanha, Churchill fez uma viagem triunfal do número 10 de Downing Street para a Câmara dos Comuns.

Estava de pé no assento da frente do carro aberto em que seguia, e assim, cruzou as alas da multidão dos londrinos, de cabeça descoberta, sorridente, fazendo com os dedos o sinal da vitória.

Em dado momento percebera que se esqueceu dos charutos. “Vai-me buscar um”, gritou para Thompson, “Estão a espera de me ver com ele”.

Quando finalmente chegou ao Parlamento, Churchill recebeu uma ovação como nunca os deputados haviam dado a alguém.

Churchill tomou seu lugar habitual, com as lágrima a correrem-lhe pela cara abaixo, e abanando a cabeça, esperou que se fizesse silêncio para poder exercer o inestimável privilégio de anunciar, oficialmente a vitória.

Dois meses mais tarde, quando perdeu as eleições, ele mostrou-se pouco perturbado. Adaptou-se sem esforço a um novo modo de circunstâncias dramáticas, o número 10 de Downing Street.

Feito cavaleiro da Ordem da Jarreteira pela Rainha Isabel II, em 1953, Sir Winston Leonard Spencer Churchill manteve o lugar até 1955. Então sentindo o peso dos anos, entregou o cargo a Anthony Eden e, calmamente afastou-se da cena política.

Retirado, embora, até a sua morte em janeiro de 1965, a Inglaterra continuou a aclamá-lo, vendo nele o seu grande herói, o último dos grandes estadistas, um gigante entre pigmeus. Nas palavras de Shakspeare: “Quando surgirá outro igual?”


« SANGUE, TRABALHO, LÁGRIMAS E SUOR »

Na última sexta-feira à noite recebi de Sua Majestade o encargo de constituir novo Governo. Era evidente desejo do Parlamento e da Nação que este Governo tivesse a mais ampla base possível e que incluísse todos os Partidos.

Fiz já a parte mais importante desse trabalho.

Formei um gabinete de guerra com cinco membros, que representam, com a Oposição Trabalhista, e os Liberais, a unidade nacional. Era necessário que tudo isto se fizesse num só dia, dada a extrema urgência e gravidade dos acontecimentos. Outros cargos importantes foram providos ontem e apresentarei esta noite ao Rei uma nova lista. Conto concluir amanhã a nomeação dos principais ministros.

A escolha dos restantes ministros normalmente leva um pouco mais de tempo, mas espero que, quando o Parlamento voltar a reunir-se, essa parte da minha tarefa esteja terminada e a constituição do Governo se encontre completa sob todos os pontos de vista. Entendi ser de interesse público propor que a Câmara fosse convocada para hoje. No final da sessão de hoje, propor-se-á o adiamento dos trabalhos até terça-feira, 21 do corrente, tomando-se as disposições adequadas para que a convocação se faça antes disso, se necessário for. As questões a discutir serão notificadas aos Srs. deputados o mais cedo possível.

Convido agora a Câmara, pela moção apresentada em meu nome, a registar a sua aprovação das medidas tomadas e a afirmar a sua confiança no novo Governo.

A resolução:

«Esta Câmara saúda a formação de um governo que representa a vontade única e inflexível da Nação de prosseguir a Guerra com a Alemanha até uma conclusão vitoriosa.»

Formar um Governo de tão vastas e complexas proporções é, já por si, um sério empreendimento, mas devo recordar ainda que estamos na fase preliminar duma das maiores batalhas da história, que fazemos frente ao inimigo em muitos pontos - na Noruega e na Holanda -, e que temos de estar preparados no Mediterrâneo, que a batalha aérea contínua e que temos de proceder nesta ilha a grande número de preparativos.

Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afectados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário actuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: «Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor». Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento.

Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política.

Perguntam-me qual é o nosso objectivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.

Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através  dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos.

Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo «Unamos as nossas forças e caminhemos juntos».

~ Texto original ~

On Friday evening last I received from His Majesty the mission to form a new administration. It was the evident will of' Parliament and the nation that this should be conceived on the broadest possible basis and that it should include all parties.

I have already completed the most important part of this task.

A war cabinet has been formed of five members, representing, with the Labour Opposition, and Liberals, the unity of the nation. It was necessary that this should be done in one single day on account of the extreme urgency and rigor of events. Other key positions were filled yesterday. I am submitting a further list to the king tonight. I hope to complete the appointment of principal ministers during tomorrow.

The appointment of other ministers usually takes a little longer. I trust when Parliament meets again this part of my task will be completed and that the administration will be complete in all respects. I considered it in the public interest to suggest to the Speaker that the House should be summoned today. At the end of today's proceedings, the adjournment of the House will be proposed until May 21 with provision for earlier meeting if need be. Business for that will be notified to MPs at the earliest opportunity.

I now invite the House by a resolution to record its approval of the steps taken and declare its confidence in the new government.

The resolution:

"That this House welcomes the formation of a government representing the united and inflexible resolve of the nation to prosecute the war with Germany to a victorious conclusion."

To form an administration of this scale and complexity is a serious undertaking in itself. But we are in the preliminary phase of one of the greatest battles in history. We are in action at many other points-in Norway and in Holland-and we have to be prepared in the Mediterranean. The air battle is continuing, and many preparations have to be made here at home.

In this crisis I think I may be pardoned if I do not address the House at any length today, and I hope that any of my friends and colleagues or former colleagues who are affected by the political reconstruction will make all allowances for any lack of ceremony with which it has been necessary to act.

I say to the House as I said to ministers who have joined this government, I have nothing to offer but blood, toil, tears, and sweat. We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many months of struggle and suffering.

You ask, what is our policy? I say it is to wage war by land, sea, and air. War with all our might and with all the strength God has given us, and to wage war against a monstrous tyranny never surpassed in the dark and lamentable catalogue of human crime. That is our policy.

You ask, what is our aim? I can answer in one word. It is victory. Victory at all costs - Victory in spite of all terrors - Victory, however long and hard the road may be, for without victory there is no survival.

Let that be realized. No survival for the British Empire, no survival for all that the British Empire has stood for, no survival for the urge, the impulse of the ages, that mankind shall move forward toward his goal.

I take up my task in buoyancy and hope. I feel sure that our cause will not be suffered to fail among men. I feel entitled at this juncture, at this time, to claim the aid of all and to say, "Come then, let us go forward together with our united strength."


<<< Referências Bibliográficas >>>

Churchill e o discurso que mudou a história – sangue, trabalho, lágrimas e suor.
John Lukacs, Editora Zahar, 2009




Churchill
Paul Johnson




Minha Mocidade
Winston Churchill, Editora Nova Fronteira




<<< Indicação de Filme >>>

Nas garras do leão



A vida do jovem Winston Churchill (Simon Ward) é recontada nesse filme, incluindo a sua infância, o tempo que ele foi correspondente de guerra na África e a sua primeira eleição para o Parlamento. Um dos grandes trunfos da película é o elenco afinado: Anne Bancroft interpreta a mãe de Churchill, Jennie, e Robert Shaw, o seu pai, Lord Randolph. O filme foi baseado em um livro escrito pelo próprio Churchill. Talvez por isso alguns aspectos menos agradáveis da vida e da personalidade do político tenham ficado de fora do trabalho.

Diretor: Richard Attenborough
Elenco: Simon Ward, Anne Bancroft, Robert Shaw, John Mills, Jack Hawkins, Robert Flemyng, Patrick Magee, Laurence Naismith
Produção: Richard Attenborough, Carl Foreman.
Roteiro: Carl Foreman
Fotografia: Gerry Turpin
Trilha Sonora: Edward Elgar
Duração: 145 min.
Ano: 1972
País: Inglaterra
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Open Road


Tempos de tormenta



Por cinco anos, o Primeiro Ministro Winston Churchill guiou sua nação sitiada através dos horrores da Segunda Guerra Mundial, talvez desempenhando sozinho, o mais importante papel no combate ao nazismo. À medida que ele resistiu corajosamente em um dos palcos mais relevantes do combate, sua intrépida liderança e famosa retórica inspiraram milhões de ingleses e outros membros do mundo livre, a lutarem contra a Alemanha de Hitler até seu amargo fim. Então, por que o país que ele manteve unido com tanta dedicação virou as costas para ele logo após a vitória Aliada? Continuando a contar a história de Churchill, iniciada em The Gathering Storm, uma produção HBO, Tempos de Tormenta oferece um olhar íntimo sobre como nasce um herói, quando Churchill estava na plenitude do comando e da eficiência. O filme mostra o processo que o tornou um grande líder em tempos de guerra, culminando com o enfraquecimento de sua carreira política e até do seu próprio casamento com Clementine, uma de suas maiores incentivadoras. Estrelado por Brendan Gleeson, com Winston Churchill e por Janet McTeer. Pessoal um excelente filme, brilhantes interpretações, vale a pena assistir.

Título no Brasil:  Tempos de Tormenta
Título Original:  Into the Storm
País de Origem:  Reino Unido / EUA
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento:  2009
Site Oficial: 
Estúdio/Distrib.:  Warner Home Vídeo
Direção:  Thaddeus O'Sullivan
 
Elenco:
Brendan Gleeson ... Winston Churchill
James D'Arcy ... Jock Colville
Iain Glen ... King George VI
Janet McTeer ... Clementine Churchill
Jack Shepherd ... Neville Chamberlain
Len Cariou ... President Franklin D. Roosevelt
Bill Paterson ... Clement Attlee
Emma Hamilton ... Betty
Robert Pugh ... General Ismay
Patrick Malahide ... Major General Bernard Montgomery
Adrian Scarborough ... Sawyers
Donald Sumpter ... Lord Halifax
Garrick Hagon ... Harry Hopkins
Clive Mantle ... Thompson
Michael Elwyn ... Charles Moran
Michael Pennington ... Bomber Harris
Terrence Hardiman ... Captain Pim

Veja um trecho do filme:

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